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"Eu já pensei em tanta coisa para escrever, já escrevi tanta coisa sem pensar, mas, só agora consigo imaginar a dimensão do incondicional valor que carrego dentro de mim."

(Maurício Ribeiro Marques)

07 dezembro 2009

Diga-me Por quê?

Era um dia totalmente diferente dos demais, e logo, ao amanhecer ele começou a ouvir dentro do peito uma voz doce, suave e exuberante. Pasmo e demonstrando uma enorme surpresa, ele decidiu calar-se totalmente e manter o maior silêncio possível. A voz, aos poucos se tornava cada vez mais audível e compreensível; ele, porém, estava cada vez mais surpreso e impressionado com tal momento, porque jamais havia imaginando presenciar tudo aquilo um dia. - Acredite sem sombra alguma de dúvida em tudo aquilo que irei lhe dizer! Foram às primeiras palavras que ele pode de fato compreender, porém, foram essas as que mais lhe marcaram. - As verdades jamais irão faltar e quando você menos esperar eu vou estar aqui. Então, a solidão irá partir para um lugar que eu não sei, se o sonho vai te encontrar e se vamos conseguir voltar a ser tudo aquilo que um dia fomos juntos. Sei que para você é difícil entender, mas os dias lhe mostrarão que a verdade nunca irá morrer. Portanto, deixe de se esconder e comece a aceitar que eu não vou mais sofrer e muito menos você! Completamente constrangido e com os olhos cobertos por lágrimas ele respondeu: - Como devo viver se os dias não são iguais quando eu tinha você aqui comigo? O silêncio em questão de segundos pareceu tomar conta de todo o ambiente, e ele aguardando a tão e esperada resposta se pôs a ouvir novamente aquela doce e suave voz. Porém, sua pergunta viera tarde de mais, o silêncio persistiu em continuar até o momento em que o telefone tocou. Era uma mensagem, sem remetente algum, contendo o seguinte texto: - “admire daqui pra frente tudo aquilo que fará você ver a vida como sempre quis. Nunca deixe de ser quem você é, porque a vida lhe mostrará muitas coisas, por isso não tenha medo de errar e aprender com toda e qualquer circunstância.” Depois dele ter lido, e agora, diante do novo silêncio causado pela sua reflexão após o recebimento da mensagem, ele vagarosamente começou a perceber um novo som, doce, suave e constante: “tum, tum, tum...” que vinha de dentro do seu peito.

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