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"Eu já pensei em tanta coisa para escrever, já escrevi tanta coisa sem pensar, mas, só agora consigo imaginar a dimensão do incondicional valor que carrego dentro de mim."

(Maurício Ribeiro Marques)

14 dezembro 2009

O que pensamos imaginar?

-Extra! Extra! Extra! Se você é mais um dos que já descobriu que não há nada melhor que o tempo para descobrir quem são as pessoas e como podemos facilmente ser enganados por quem amamos ou gostamos, você deve ler esta notícia. Foi desta maneira que em questão de minutos o jovem rapaz conseguiu vender todos os exemplares de um jornal comum da cidade. Entretanto, percebi que três jornaleiros de outros diferentes jornais permaneciam vendendo os seus respectivos exemplares, enquanto, aquele rapaz das rápidas vendas preparava-se para ir embora. Foi neste tom de curiosidade que me aproximei dele, e sem demora perguntei: -Qual era a reportagem que despertou tanta curiosidade nas pessoas e uma frenética venda dos exemplares que você tinha em mãos? Ele respondeu-me: -Nenhuma tão surpreendente e diferente dos demais jornais, senhor. Então, sem hesitar e não querendo atrapalhar perguntei rapidamente: -Quer dizer que você mentiu sobre uma matéria inexistente? Ele rapidamente me respondeu num tom amedrontado: -Não senhor, jamais faria isso, eu simplesmente dei ênfase a uma matéria que falava sobre corrupção. Só que na verdade o segredo está num pequeno e simples detalhe, a matéria como eu havia dito é a mesma em todos os jornais, eu, porém, simplesmente toquei na ferida das pessoas. Por que, quem não gosta de uma fofoca? Quem não gosta de um escândalo? Mas, o que muita gente gosta de fazer é olhar para as outras pessoas e afirmar aquilo que elas pensam sobre elas. Veja um exemplo simples e prático: você ao se aproximar de mim, estava com certa curiosidade sobre qual era a tal e exclusiva matéria, isso, porque tinha um pensamento só seu. Você olhou para mim de uma maneira e tirou as suas próprias conclusões. Eu, porém, apenas dei destaque para o ferimento presente no coração de muitas pessoas, e não na matéria. Quantos já acordaram decepcionadas com alguma coisa? Quantos não descobriram na noite anterior algo que acabou machucando muito os sentimentos? Quantos não dormiram magoados com alguma situação? Quando eu falei “se você é mais um dos que já descobriu que não há nada melhor que o tempo para descobrir quem são as pessoas e como podemos facilmente ser enganados por quem amamos ou gostamos” o que fiz na realidade foi lembrar as pessoas daquilo que passaram anteriormente ou aquilo que estão passando atualmente. Porém, o senhor olhou por uma ótica diferente, e por essa razão, certamente compraria o jornal pela matéria, já a maioria das pessoas comprou o jornal por identificação de sofrimento, angústia, mágoa e decepção!

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Seria impertinente da minha parte não admitir que depois dessa situação constrangedora a primeira pergunta que fiz para mim mesmo foi: -Como eu tenho visto as pessoas, e como elas são vistas por mim? Como tem sido o meu olhar? Característico de amor, ou irrepreensível na pratica de justiça própria e na condenação da conduta de determinadas pessoas! Esses questionamentos da minha parte após uma longa reflexão me levaram a uma única consideração: se Deus, considerado por um grupo de pessoas como um ser extremamente bom e infinito em amor e misericórdia se move com intima compaixão pelo ser humano, porque não seguir tal e maravilhoso exemplo? A verdade é que a maioria se encaixa em outro grupo de pessoas que pensam que até mesmo Deus é um ser mau. Porém, se formos acompanhar os fatos mediante as histórias bíblicas, Deus simplesmente foi um ser extremamente bom e infinito em amor e misericórdia quando enviou o seu único filho para morrer por nós, entretanto, talvez um ser completamente mau por enviar o dilúvio, não intervir nas guerras, e na interpretação de algumas pessoas até na morte do próprio Jesus Cristo. Como dizem: qual é o Pai que entregaria seu próprio filho para a salvação de pessoas consideradas indignas de receber amor. A simples verdade é que muitos dizem que não há nada melhor do que o tempo para descobrir quem são as pessoas, contudo, a Bíblia diz que Deus é imutável, não muda com o passar dos anos; então, por mais que o tempo passe, você jamais conhecerá a Ele se mantiver este pensamento. Por isso, se pensarmos unicamente nesta ótica de que o tempo mostra quem verdadeiramente são as pessoas, estaremos excluindo a possibilidade de conhecermos até o próprio Deus, modelo perfeito e exemplo no qual devemos seguir. As pessoas são o que são, e Deus é o que é. O que devemos fazer é experimentar colocar um espelho na nossa frente quando formos tirar conclusões acerca das pessoas. Porque elas são na verdade (e muitos não possuem caráter para admitir isso) aquilo que pensamos acerca delas; um monstro pode muito bem ser transformado em um príncipe encantado diante dos nossos olhos. Deus faz assim conosco todos os dias, e por colocar um espelho diante da sua gloriosa face e que somos vistos a sua imagem e semelhança, e cercados em todo tempo pelo seu amor, graça e misericórdia.


“Muitas feridas são geradas por flechas de pensamentos sobre nós mesmos e sobre os outros”

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