
O relógio marcava 7 horas da manhã quando ele saiu de casa. Calça jeans, camisa de manga curta e uma mochila em suas costas e assim ele seguia em direção a parada. Quando chegou, logo tomou o ônibus de sempre, e depois de pagar sua passagem, sentou-se perto da janela. Seu olhar, em determinados momentos, fixou-se nas árvores floridas das ruas, nos carros que faziam o mesmo trajeto e num grupo de pessoas que desfilavam em uma extensa avenida fechada para comemoração de uma revolução. De vez em quando, ele se inclinava a observar as novas pessoas que subiam no ônibus. Não demorou muito e a viagem chegou a seu destino final. Quando desceu, comprou umas bolachas, uma garrafa de água e seguiu em direção à praça que estava a poucos metros dali. Chegando lá, encontrou-se com as árvores que via minutos atrás, suas folhas amarelas caíam ao chão com a brisa do vento; crianças corriam de um lado para o outro, outras jogavam bola; casais caminhavam de mãos dadas, outros permaneciam sentados sobre a relva. Então, sem nenhuma demora, ele se aproximou de um banco, sentou e olhou para montanha. O sol, enfim, começava a se pôr detrás da montanha e das imensas nuvens que davam um tom alaranjado ao céu, que antes, era completamente azul. Diante desse momento ilustre, ele pegou e abriu o pacote de bolachas; e depois de diversas mordidas, em meio às pausas, breves goles d’água. O vento agora soprava fortemente; as nuvens, então, lentamente iam sendo carregadas. No topo da montanha um arco surgiu completo em torno do sol. Lágrimas escorriam aos poucos pelo seu rosto, enquanto realizado apreciava aquele belo momento. Suas mãos vagarosamente

passeavam pelo rosto, secando suas lágrimas; quando terminara, olhou rapidamente para o relógio em seu pulso. Depois disso, ele se levantou e partiu em direção a uma lixeira, jogou a garrafa e o plástico das bolachas nela. Nesse meio tempo, caminhando mais um pouco, ele se aproximou de uma mesa, sobre ela estava um grande livro aberto e uma linda caneta. Neste instante, com a caneta já em suas mãos inclinou-se e escreveu: “hoje foi mais um belo final de dia, apesar do dia nunca acabar de fato por aqui”.
"Aprenda a valorizar as coisas simples da vida, elas dão um verdadeiro colorido ao nosso mundo".
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